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domingo, 16 de março de 2008

30 coisas que você não sabia sobre a Invasão Corinthiana ao Maracanã

Trinta curiosidades sobre o maior deslocamento de uma torcida para assistir uma partida de um evento esportivo em todo o mundo. Nem em Copas do Mundo esse recorde foi batido, e nunca será porque isso só a Fiel Torcida é capaz.

A Invasão Corintiana

30 coisas que você não sabia sobre a Invasão Corintiana no Maracanã, ocorrida há 30 anos.



Corinthians entra em campo para semifinal Títulos importantes, cada time tem os seus. Uns mais, outros menos. Ídolos, também. Mas torcida não. Discorda?

Como equiparar, então, a torcida do Corinthians, que levou 75 mil pessoas ao Maracanã em uma semifinal de Campeonato Brasileiro? Mesmo tendo um time infinitamente inferior ao do Fluminense, o rival de então. Mesmo vivendo um jejum de 21 anos e nove meses sem títulos importantes.

5 de dezembro de 1976. E nem final era. A “Invasão Corintiana”, como aquele evento ficou famoso, foi mais do que um jogo de futebol. Foi um evento social e popular. Foi uma nova referência de estudo para psicólogos. Foi um case de marketing.

Um fenômeno que nunca mais vai se repetir. Se você duvida disso, a Invicto conta 30 histórias que mostram por que a Invasão, há exatos 30 anos, foi algo especial. Sem precedentes e sem repetições.

1 O primeiro ônibus da Gaviões da Fiel que saiu de São Paulo em direção ao Rio estacionou na Quinta da Boa Vista às 9h30. De sábado

2 Levantamento feito nos quatro pontos de pedágio entre São Paulo e Rio estimou em 60 mil os corintianos que fizeram o trajeto pela Via Dutra. Outros 15 mil, segundo os mesmos cálculos, usaram outras rodovias. A viagem mais longa foi a de um grupo de torcedores que saiu de Goiás: 1.320 quilômetros, em 18 horas

3 O Corinthians desembarcou no Galeão às 14h45 de sábado e foi recepcionado por dez mil torcedores. As TVs e rádios do Rio fizeram insistentes pedidos para que os torcedores não fossem mais para lá

4 Se, de avião, a viagem São Paulo-Rio durou só 40 minutos, o Corinthians levou quase duas horas no trajeto entre o aeroporto e o Hotel Nacional, em São Conrado. O ônibus empacou várias vezes no caminho porque os corintianos invadiam as ruas para saudar o time

5 Ao entrar no Hotel Nacional, outra surpresa: as bandeiras do Brasil que ficavam expostas no lado de fora do saguão foram arrancadas pelos fãs. E trocadas por emblemas do Corinthians

6 A recepção da torcida no hotel foi tão surpreendente e calorosa que o presidente corintiano, Vicente Matheus, então aos 68 anos, chorou copiosamente. Pouca gente viu. Ele se escondeu para não enervar o grupo. De pijama, o próprio Matheus deixou seu quarto às 3h de domingo pedindo aos torcedores para diminuir o barulho e deixar o time descansar

7 Na tarde de sábado, cerca de 15 torcedores tentaram colocar uma bandeira do Corinthians de 50 metros de extensão no Cristo Redentor. Alguns deles tentaram escalar as laterais do Cristo para colocar a bandeira, quando a radiopatrulha chegou e impediu o plano

8 Tomada pelos torcedores vindos de São Paulo, Copacabana parou seu trânsito na madrugada de sábado para domingo

9 Atletas e comissão técnica dormiram tarde na véspera da partida. O técnico Duque chamou um pai-de-santo para “iluminar” os jogadores. Houve até princípio de incêndio com a queda de uma das velas no quarto reservado para o ritual...

10 ...que rolava também fora dali. As praias de Copacabana, Ipanema, Leblon e Botafogo amanheceram no domingo forradas de garrafas, velas e outros apetrechos. Era a macumba dos torcedores corintianos tentando garantir força extra na decisão

11 Boa parte das estátuas do Rio tinha bandeiras do Corinthians no domingo

12 Alguns corintianos foram ao Rio de bicicleta. E um, pelo menos, saiu de São Paulo e foi ao Maracanã a pé

13 A presença corintiana nos aeroportos e rodoviárias do Rio foi tão grande que algumas companhias receberam os torcedores com pequenas flâmulas do time visitante

14 “Operação Corinthians”. Assim foi batizada toda a operação da polícia do Rio de Janeiro na partida

15 Até um aborto foi feito na enfermaria central do Maracanã. Era uma corintiana de 22 anos, que começou a perder sangue na arquibancada por volta das 14h30. Ela foi transferida à maternidade Fernando Magalhães e não pôde ver a partida

16 Todas as camisas do Corinthians, tanto dos titulares quanto dos reservas, foram benzidas antes do jogo

17 O Corinthians costumava sofrer nos pés tricolores desde que perdera Rivelino para as Laranjeiras, no começo de 1975. Em quatro jogos, foram duas derrotas (4 a 1 e 2 a 1), um empate (0 a 0) e só uma vitória (2 a 0)

18 Duque, o supersticioso técnico corintiano, fechou o vestiário do time imediatamente ao chegar ao estádio. O motivo? Ele viu um homem de camisa preta, cor que poderia levar azar à equipe

19 Ruço, o autor do gol corintiano, arrumou briga em casa antes de consagrar a comemoração em que mandava “beijos doces” para a torcida. “Minha mulher ficou danada. Chegou a dizer que eu mais parecia um doido”, conta. Ele era também o atleta mais descontraído do grupo. Ruço e o zagueiro Moisés viviam infernizando os colegas

20 O volante Givanildo, principal nome corintiano, jogou com uma febre de quase 40 graus. Foi substituído por Basílio no segundo tempo

21 A chuva que alagou o gramado no intervalo quase fez o jogo ser adiado. O segundo tempo só começou 26 minutos depois do final da primeira etapa. O Fluminense queria a partida em uma nova data. O Corinthians, com um time menos técnico e que poderia levar vantagem com o terreno prejudicado, bateu o pé. Vicente Matheus alegou que não admitiria tamanha falta de respeito com a torcida no Maracanã

22 Impecável em campo, o lateral-esquerdo Wladimir, do Corinthians, chegou a ser aplaudido até mesmo pela torcida do Fluminense. Ele jogou de chuteiras verdes naquele dia

23 Tobias, goleiro do Corinthians, esteve perto de nem mesmo defender o alvinegro. Ele foi contratado pelo São Paulo no fim de 1975, mas uma manobra de Vicente Matheus mudou a história

24 No tempo normal, Tobias levou uma pancada na lombar e foi para os pênaltis sem estar 100% fisicamente. E mesmo assim pegou três cobranças, duas de Rodrigues Neto (uma precisou voltar, porque ele se mexeu) e outra de Carlos Alberto Torres. Ambos eram apontados como dois dos melhores batedores da época. Tobias tinha boa fama nos penais antes mesmo daquela partida. Pelo Guarani, em 1974, defendeu cobrança de ninguém menos que Pelé

25 O Corinthians nem precisou de sua quinta cobrança. Caso houvesse a necessidade, o encarregado seria Basílio

26 No Fluminense, Carlos Alberto Torres foi inicialmente escalado para bater a última penalidade. Mas pegou a bola para cobrar já a segunda porque Rodrigues Neto havia perdido a primeira

27 Corintianíssimo, Paulo Egídio Martins, então governador de São Paulo, resolveu presentear, do próprio bolso, o elenco alvinegro. A vaga à final foi tão sofrida que ele mesmo propôs aumentar a quantia

28 Rivelino, o craque do Fluminense, foi o último a deixar o Maracanã naquela noite. Chegou-se a especular que era medo de apanhar da torcida. “Que nada, eu estava no antidoping”, explicou

29 A derrota para o Corinthians desmontou o time que era chamado de “Máquina Tricolor”. Tanto que o Fluminense, campeão do Estadual do
Rio em 1975 e 1976, só voltou a ganhar a competição em 1980

30 A delegação corintiana foi recepcionada em Congonhas na manhã de segunda-feira por cerca de oito mil torcedores. A avenida Rubem Berta virou um extenso cordão alvinegro. O ônibus que levou o elenco ao Parque São Jorge foi invadido em movimento, e cerca de dez torcedores “surfaram” no ônibus até chegar ao Tatuapé.

Texto retirado da comunidade do Orkut: CORINTHIANS - PODEROSO TIMÃO

link da comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45002

sexta-feira, 7 de março de 2008

Sócrates, o Doutor da bola.

Sócrates jogou no Corinthians na década de 80, foi um dos maiores jogadores do Timão e porque não do Brasil, corinthiano assumido o doutor escreveu um texto mostrando todo seu amor que sente pelo Sport Club Corinthians Paulista.

"Escrever sobre o Corinthians tem uma característica diversa de qualquer outro tipo de literatura, pois também o conteúdo do texto é passional e, principalmente, quando se vive a realidade corinthiana, é impossível racionalidade, por menor que ela seja.
Este novo livro do Nailson demonstra uma vez mais a particularização e discussão acerca desse fenômeno social brasileiro, que se chama corinthianismo. Ele me pede que fale um pouco de minha experiência.
Quando se toma contato, desde a primeira vez, com a nação corinthiana, vê-se que ela tem forma, posição, participação e força. É o povo, na sua expressão mais pura, utilizando seu espaço, de acordo com sua necessidade, carência, ou simplesmente, sensibilidade, demonstrando o quão fundamental a sua ação, acima da própria realidade vital.
Ter o prazer de participar deste contato é maravilhoso. Não importa a posição a ser ocupada, pois todos, sem exceção, nesta nação, têm o livre direito de se manifestar, de se posicionar. A caracterização de posicionamentos opostos é clara na própria divisão de seus partidos, que são altamente politizados e participantes. As várias correntes de opinião são ouvidas e têm a devida importância. Ser o artista, que no fundo é o executivo dos anseios deste povo, é uma responsabilidade muito grande, pois são poucos estes representantes desta nação imensa. Porém, é uma experiência fantástica, já que o aprendizado, a troca de informações e de emoções, provoca uma mudança brutal nos limiares de excitação humanos. Nesta realidade se percebe o quão insignificante e impotente é o homem quando se expressa sozinho, ao contrário de quando se está em grupo, quando se manifesta em bloco.

Viver Corinthians é a própria expressão cíclica das emoções humanas. É a caracterização da necessidade social de agrupamento em torno de um foco de atuação que é tão fundamental quanto qualquer uma das fisiológicas.
Amar Corinthians é amar a si próprio, amar ao próximo, amar o futuro, amar a gente, amar a idéia, ou seja, é a eterna paixão.
Saudade,
Magrão"

“Orelha” do livro “Corinthians, Modéstia à parte” de Nailsom Godim

Podemos matar a saudade de nosso gênio através de vídeos com o esse:

http://www.youtube.com/watch?v=nlm26JH1JfM

Jogou infinitamente mais que seu irmão mais novo que nem vale apena citar o nome.

"O Corinthians é mais que um time de futebol, o Corinthians é uma religião (...)" Sócrates






quinta-feira, 6 de março de 2008

Será que agora o estádio sai do papel???

Muito se falou sobre o Corinthians construir um estádio próprio desde que a Fazendinha deixou de ser compatível com nossa grandeza, desde os primóridos de Vicente Mateus e companhia se fala muito disso. Parcerias frustradas entre grupos empresariais como o Banco Excel e a Hicks Muse e a administração de Alberto Dualib tentaram erguer o Fielzão.
Até mesmo uma parte da Fiel Torcida se organizou e fundou uma ONG para arrecadar fundos e contruir um estádio para o Timão, a Cooperfiel foi criada em 2006 e não vingou por falta de apoio do clube, entretanto sua participação serviu como forma de pressão, e o assunto sobre o estádio corinthiano está cada vez mais forte dentro do Parque São Jorge. Boa parte dos torcedores estão cansados de tanta promessa e nada de concreto, mas parece que desta vez a história será diferente.
A atual administração corinthiana assinou uma carta de intenções com uma construtora para uma possível construção da arena multiuso corinthiana; segue abaixo a carta retirada do site oficial do clube:

O Sport Club Corinthians Paulista e o consórcio Egesa assinaram hoje, 5 de março, um memorando de entendimento para viabilização e construção da Arena Corinthians, com validade até 30 de abril de 2008.
O memorando de entendimento deixa expresso que o contrato só será assinado se houver expressa autorização do Conselho Deliberativo do clube.

O link da notícia: http://www.corinthians.com.br/2008/noticias/conteudo.asp?id=1338&categoria=Not%EDcias

Vamso ver se esse memorando vai virar algo bom, temos que esperar, mas pra quem já esperou tanto, isso não será um problema.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Uma defesa boa e um ataque fraco.

Nesse começo de 2008 o Corinthians contratou vários jogadores como Acosta, André Santos, Alessandro, Fabinho etc, e um treinador bom e competente - Mano Menezes - que conseguiu em pouco tempo e com poucas peças de qualidade formar uma equipe bem melhor daquela de 2007 que foi rebaixada pra série b do Brasileirão. A defesa corinthians formada basicamente por Felipe, Chicão, Willian, André Santos e Alessandro está jogando muito bem, sendo a menos vazada do Paulistão; entretanto o meio campo de criação e o ataque não está dando alegria para a Fiel Torcida.
Se ficarmos dependendo de Finazzi, Acosta e Lulinha no ataque, Dentinho e os demais no meio campo vai ser difícil encarar a série b onde todos os times irão se matar para ganhar do Timão. Se voltassem para o Corinthians o meia Willian e o Ricardinho, as coisas vão melhorar para nós, e poderemos subir de volta para série a e quem sabe levar um título da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Uma síntese de nosso amor por você CORINTHIANS

SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA
."Quando a gente ama algo de verdade
Esse amor não se esquece
O Tempo passa, tudo passa, mas no peito
O amor permanece
E qualquer minuto longe é demais
A saudade atormenta
Mas qualquer minuto perto é bom demais
O amor só aumenta
Vivo pelo Timão
Ninguém duvida
Eu nunca imaginei que houvesse no mundo
Um amor desse jeito
Do tipo que quando se tem não se sabe
Se cabe no peito
Mas eu posso dizer que sei o que é ter
Um amor de verdade
E um amor assim eu sei que é pra sempre
É pra eternidade
Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas dele eu nunca me esqueço
Pelo Timão,esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim, esse amor sem limite
O maior e mais forte que existe"
VAI CORINTHIANS
NUMCA VOU TE ABANDONAR

Escrito por Marcão.

Trsite sim, envergonhados nunca!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

SPFC e sua história obscura

FARSA SÃO PAULINA

AS FALÊNCIAS

O São Paulo foi fundado em 1930 e faliu em 1935 por dívidas
acumuladas e diante da enorme dívida os dirigentes são-paulinos liderados por Paulo
Machado de Carvalho sugeriram extinguir o clube e serem incorporados pelo
Clube de Regatas Tietê, que pagaria as dívidas e ficariam com o patrimônio
do clube, incluindo a Chácara da Floresta, vizinha ao C.R.Tietê. Alguns sócios se rebelaram contra a decisão, mas acabaram aprovando a fusão em Assembléia, pois teriam que assumir a dívida, e com a incorporação pelo Tietê, se livraram dela, esta assembléia foi realizada em 14/01/1935.


Desta forma, o título paulista de 1931 pertence legal e oficialmente
ao Clube de Regatas Tietê, que usou o nome de "C.R.Tietê-São Paulo" até 1940 e que existindo o clube até hoje, este permanece como detentor oficial do
Paulista de 1931. Em 1935 o atual São Paulo foi fundado, sem dívidas, mas também sem qualquer patrimônio; o time era tão fraco que nos dois primeiros anos terminou o
Campeonato Paulista em 8º (1936) e 7º (1937).


Para escapar de uma nova falência o clube realizou uma fusão em 1938 com o
C.A.Estudantes da Mooca, que tinha um elenco muito melhor; o novo time
titular foi composto com nove atletas do Estudantes e dois do São Paulo, que
passou a mandar seus jogos na Mooca, sede do Estudantes. Para ajudar financeiramente o São Paulo, em 1938, Palestra e Corinthians disputaram o famoso "jogo das barricas", foram colocadas barricas na entrada do Palestra Itália para o povo jogar dinheiro e dar esmolas ao São Paulo; os dois clubes nada receberam e ainda doaram a renda para ajudar o São Paulo a pagar suas novas dívidas; neste "Jogo das barricas", Porfírio da Paz era Presidente do São Paulo, andou no meio das torcidas adversárias com uma bandeira esticada, para que os torcedores atirassem algumas moedas para ajudar o seu clube.

A USURPAÇÃO DO PATRIMÔNIO ALHEIO

Em 1942, com apenas sete anos de vida e sem patrimônio, os são-paulinos foram muito beneficiados pela II Guerra Mundial com a entrada do Brasil declarando Guerra ao Eixo, eles vislumbraram no decreto do governo permitindo a desapropriação de patrimônios de súditos de alemães, italianos e japoneses (1942), a grande oportunidade de obterem o patrimônio que sempre desejaram, mas nunca conseguiram de forma honesta. Após a desapropriação de bancos alemães e cias aéreas, a possibilidade de tomar o patrimônio dos italianos se mostrava real, animando os são-paulinos e assustando os italianos.

Tentaram a todo custo se apropriar do Palestra Itália já que o Brasil havia declarado Guerra ao Eixo e o governo havia baixado decreto mostrado acima.

Usando a influência e relacionamento com os ditadores que governavam o Estado e o Esporte, exigiram que o Palestra mudasse de nome, sob a ameaça de tomada do clube, mesmo sabendo ser Palestra uma palavra "grega". Na semana em que o Palestra mudou de nome, de Palestra para Palmeiras, os dois clubes se enfrentaram em final no Pacaembu, valendo o título de "Campeoníssimo", e que o São Paulo acabou fugindo do gramado para não ser goleado pelo Palmeiras.
Não obtendo sucesso e não conseguindo tomar o Palestra, se contentaram com um alvo mais
fraco, a "Associação Alemã de Esportes" também conhecida como "Deustsch
Sportive", que ficava na região do Canindé, e com a ajuda da ditadura,
ganharam finalmente uma Sede em 29/01/1944, registrando a escritura em
Cartório de propriedade de Cícero Pompeu de Toledo.

O CASO DO MORUMBI


Em dezembro de 1950 a Imobiliária Aricanduva (cujo dono era o Adhemar de Barros) conseguiu empréstimo do Governo do Estado (“casualmente” o governador era o próprio Adhemar) para terraplanar e criar toda a infra-estrutura em uma gleba na região do Morumbi. Um escândalo de corrupção na época, dentre vários do Adhemar, que viria a ser cassado anos depois. O bairro com todas as benfeitorias passa a se chamar justamente JARDIM LEONOR, nome da esposa do Ademar de Barros.
Em dezembro de 1951, um ano depois, o São Paulo convidou Laudo Natel (político ligado a Adhemar de Barros) para tesoureiro e este negociou a compra de 68 mil m2 na região, e "GANHOU SEM EXPLICAÇÃO" do Governo do Estado mais 90 mil m2, isso mesmo GANHOU do Governo do Estado 90 mil metros quadrados.
Em 1955 o São Paulo VENDEU ao Governo do Estado o terreno do Canindé (aquele que ganhou 11 anos antes), sem qualquer benfeitoria adicional. O Governo comprou sem uma justificativa aceitável e repassou à Portuguesa de desportos que se viu obrigada a construir campo e
arquibancada para começar a usar, pois estava completamente abandonado.
Em 1966, em pleno regime de ditadura militar, Laudo Natel, o já havia se tornado Presidente do São Paulo, e ao mesmo tempo ocupava o posto de Vice-Governador do Estado quando o seu chefe, Adhemar de Barros, foi cassado por corrupção. O clube passava a contar com um Presidente que ao mesmo tempo era Governador do Estado, em plena Ditadura. O governador da ditadura, que acumulava as funções de Presidente do São Paulo, determinou que os estudantes da rede pública vendessem carnês chamados "paulistão", para ajudar nas suas formaturas, e ao mesmo tempo coletando parte do dinheiro para a construção do Estádio.

É justamente neste período da ditadura, da censura aos jornais, que sem explicar a origem do dinheiro, sem um clube de associados que pudesse gerar receita, sem rendas pois jogava em estádios praticamente vazios pela péssima campanha, que construíram um estádio que custou uma fortuna, que nem nos dias atuais de direitos de TV, patrocínios, venda de atletas,
conseguiriam construir algo parecido. Agora fica a pergunta: De onde veio o dinheiro ?
Para as festas de inauguração do estádio, com medo de um vexame, eles pediram emprestados dois jogadores do Palmeiras (Julinho e Djalma Santos), dois do Corinthians (Almir e Ari) e um do Santos (Pelé que contundiu não compareceu), para reforçar o time em partida contra o Nacional do Uruguai.
No início dos anos 70, o Governador biônico Laudo Natel, não-eleito e imposto pela Ditadura, acumulava o cargo de Presidente do clube, e se sentava no banco de reservas nas partidas para ajudar a tirar o time da fila, na pressão aos árbitros e Federação. Nos dois jogos entre São Paulo e Ponte Preta pelo Paulista de 1970, o Governador teve participação decisiva no resultado da partida; no primeiro jogo, em Campinas, o São Paulo perdia e no intervalo o Governador chegou de helicóptero, pousou no meio do gramado, foi ao vestiário dos árbitros, e no segundo tempo o São Paulo "virou" com uma sucessão de erros da arbitragem e no segundo turno no Morumbi, Arnaldo Cesar Coelho (esse mesmo que comenta na Globo) prejudicou a Ponte Preta, com Laudo Natel supervisionando o esquema na beira do gramado.

Em 1971 esta pressão fez tanto efeito que o árbitro Armando Marques cometeu um dos maiores roubos na final do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras. A atuação foi tão escandalosa que é comentada até hoje entre os torcedores.

Na final do brasileiro de 1977, o São Paulo conseguiu nos bastidores a suspensão do atacante Reinaldo do Atlético Mineiro, artilheiro do campeonato, e entre outros acontecimentos, viu o volante Chicão quebrar a perna do meia Ângelo do Atlético. Não satisfeito, Chicão ainda pisou na perna quebrada do jogador enquanto este rastejava para fora do gramado.
Na semi-final do brasileiro de 1981 o São Paulo contratou três seguranças da Ponte Preta, Brandão, Maurinho e Chitão, para um trabalho especial no Morumbi. Jogavam São Paulo e Botafogo. O Botafogo havia vencido o jogo de ida no maracanã, e vencia novamente o São Paulo, em pleno Morumbi, por 2 a 0. No intervalo, os três seguranças tiveram o acesso facilitado ao vestiário dos árbitros, que foram agredidos e receberam ameaças ainda maiores para o final do jogo. No segundo tempo o São Paulo virou a partida, se classificou, e os seguranças foram levados de volta para Campinas. O árbitro Bráulio Zannoto, declarou ao longo da semana que foi agredido no vestiário por homens armados, e admitiu ter errado ao não paralisar o jogo ou ao menos relatar o ocorrido na súmula, por medo das consequências.

Em 1986 o São Paulo teve novamente a ajuda decisiva da arbitragem, o árbitro Aragão que é santista, na conquista do Campeonato Brasileiro, não somente no penal não marcado para o Guarani, mas pela inversão de faltas, provocações e pressão sobre os jogadores do Guarani, conforme depoimento dos jogadores que atuaram aquela partida.
Em 1990 o São Paulo foi REBAIXADO para a segunda divisão do Campeonato Paulista, mas com o apoio dos dirigentes da FPF, conseguiram reverter no tapetão a fórmula de 1991. Disputaram a divisão inferior, mas conseguiram fazer com que esta indicasse vaga para as finais, e ainda considerasse esta campanha da segunda divisão para os critérios de desempate
nas finais de 1991.

ALGUMAS CURIOSIDADES

O recorde do Morumbi é de uma reunião dos Testemunhas de Jeová
(162.957 em 1985).
O 2º maior público do Morumbi foi quando o Corinthians perdeu da
Ponte em 1977 [138.032].

O 3º maior público do Morumbi foi um Palmeiras e Santos em 1978
[123.318].
Resumindo, a torcida do São Paulo só aparece no próprio estádio, no 8º
maior público da história do campo, ainda assim porque jogou contra o
CORINTHIANS nesta data [1982].
E que o Morumbi não é, nem nunca foi o maior estádio particular do mundo.
Medido de forma padronizada pela FIFA, o Morumbi com seus 80 mil aparece na
28ª posição no ranking mundial, bem atrás por exemplo do Nou Camp do
Barcelona, que comporta 98.787.

O time da extrema direita paulistana, dos políticos sempre relacionados com a ditadura, que sempre cresceram nos piores momentos do País, conseguiu amealhar um bom patrimônio, mas nunca venceu sua maior dificuldade. Com uma história propositadamente mal contada, envergonhados do próprio passado, os dirigentes lutam por criar uma identidade que não existe, um clube sem alma e sem história de superações e heroísmos de seus antepassados, restando criar a imagem de clube do momento ou da moda, na eterna batalha de tentar transformar "simpatizantes" em "torcedores reais".

Nos dias atuais poderemos ver mais uma atitude pouco ética dos dirigentes são-paulinos, como o Brasil foi escolhido sede para a Copa do Mundo de 2014, o São Paulo quer que o Morumbi seja um dos estádios a sediar os jogos, entretanto, como o clube não tem dinheiro para realizar as reformas exigidas pela FIFA, tomará este do governo, ou seja, toda a sociedade pagará a reforma de um estádio particular. Para um clube que se diz ético e honesto, estas afirmações não soam nada bem, principalmente por se tratar de um clube onde a história é muito mal contada, eles tentam se tornar o maior rival do Corinthians, mas nunca serão. E por isso tentam esconder a sua verdadeira história.


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Corinthians em 2010, o recomeço.



As coisas não andam fáceis para nós fiéis e sofredores torcedores do Timão, todos os sucessivos problemas deste nosso passado recente, reflete em nossa situação atual, nosso times composto por jogadores médios tenta permanecer na primeira divisão do campeonato brasileiro. Falta ao elenco qualidade porém nestes últimos jogos não faltou raça e vontade, apesar dos resultados não terem sido satisfatórios.

Mas a maior vitória do Corinthians neste ano de 2007 foi sem dúvida a saída do presidente Alberto Dualib que foi o presidente mais vitorioso da história do clube, entretanto foi o que causou a maior imagem negativa para esta instituição, deixando-o com uma enorme dívida de muitos milhões de reais. Mas como o Corinthians é muito grande e forte, as coisas tendem sempre a melhorar, quase chegamos ao fundo do poço, porém agora temos um novo presidente, Andres Sanches que era aliado do Dualib é verdade, mas se separou antes por não concordar com certas atitudes; agora nos resta dar um voto de confiança ao novo presidente e torcer e ajudar para que nosso amado Corinthians saia desta situação o mais rápido possível.

Na nossa humilde opinião, o Corinthians voltará com força total, para desespero de nossos rivais, em 2010, o ano de nosso centenário, pois devido aos problemas enfrentados, tem muita coisa para ser feita até estar tudo em ordem. Primeiramente neste fim de ano, devemos apoiar o time e torcer para permanecermos na primeira divisão; em 2008começaremos a pagar nossa dívida e provavelmente teremos um time melhor que esse atual, porém aquém dos sonhos dos corinthianos; estabilizadas as finanças do clube, em 2009 começaremos uma nova era onde a formação de uma forte e competitiva equipe deverá ser formada, pois o Corinthians sendo bem administrado terá condições para isto com certeza,porque temos a torcida mais rica e fanática do Brasil.

Então, finalmente em 2010, quando completaremos 100 anos de existência e muitos sofrimentos e glórias, estaremos com as contas em dia e com um time competitivo à altura da Fiel Torcida que nunca desanima e vive pelo time. Por isso, caros corinthianos não desanimem porque a tempestade vai passar, isso tudo somente nos prova o quanto o Corinthians é grande porque talvez se fosse outro time que enfrentasse nossa crise jamais se levantaria.